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Mostrando postagens com o rótulo NOVAS CAMANDUCAIAS

NOVAS CAMANDUCAIAS - A última brincadeira na casa da avó

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Heloysa Gabrielle foi baleada no peito quando brincava com outras crianças 2022, Pernambuco Foto: Arquivo Pessoal / Jornal do  Comércio Abrimos esse texto prestando nossa solidariedade  Gleideane e Wendell, que perderam há algumas semanas d a menina Heloysa e ainda estão com as feridas abertas, talvez para sempre.  Se é amargo escrever sobre crianças mortas em ações policiais do passado, é devastador quando mais uma delas nos é levada no agora.  E foi de repente. Um tiro. Abrupto, seco, direto. Um tiro e  Heloysa Gabrielle caiu no terraço de sua avó. Não estava brincando com as outras crianças que ali estavam, não era um faz-de-conta do qual ela iria acordar e se levantar. Um tiro levou ao chão, de maneira irremediável, a filha única de  Gleideane e Wendell. Heloysa foi morta aos seis anos de idade durante uma operação do Bope na comunidade. Segundo a Polícia Militar, havia um confronto e troca de tiros com suspeitos, o que foi negado por parentes e vizinho...

NOVAS CAMANDUCAIAS - O último passeio de moto de Bruno

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  No último dia do ano, Bruno foi comprar ingressos para um show e não voltou mais 2021, Mato Grosso Foto: Arquivo Pessoal  Aos 17 anos, Bruno era o o mais novo da sua casa, mas acordava antes da sua mãe, preparava o café e ia para o trabalho de servente de pedreiro. O serviço era pesado, mas ele não fazia corpo mole e já fazia dois anos que labutava debaixo de sol e chuva. Dele recebia o salário que satisfazia as suas necessidades de adolescente, o celular, o computador, até que chegou o desejo de ter uma moto. Ainda não tinha carteira de habilitação, coisa de adolescente. Mas a polícia pensaria diferente. Bruno Eduardo Ranov Campos era seu nome completo, ele vivia em Sinop, quarta maior cidade de Mato Grosso, com cerca de 140 mil habitantes. N ão era de de sair muito, mas naquele último dia de 2021, ele e o amigo se animaram para uma festa de virada de ano, subiram na moto e foram ao centro comprar ingressos. Sem habilitação, eles se assustaram com uma operação da polícia mi...

NOVAS CAMANDUCAIAS - 'Por que o senhor atirou em mim?'

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As últimas palavras de Douglas viraram lema de um movimento contra a violência policial, mas a sua família ainda não sabe a resposta. 2013, São Paulo Foto: Arquivo Pessoal / Facebook Ele acordava todo dia às 4 e meia da manhã, se aprontava e pegava carona com o seu patrão. Douglas saía do Jardim Brasil, Zona Norte de São Paulo, e se deslocava até o distante bairro de Pinheiros, na Zona Oeste, onde trabalhava como ajudante em uma lanchonete. Largava às 2 e meia da tarde, às vezes tomava um suco, e esperava a carona de volta. Cochilava quando e onde dava, no carro, no caminho de volta, ou quando ainda tinha um um tempinho em casa, antes de ir para a escola no turno da  noite.  Cursava o terceiro ano do ensino médio, sonhava fazer faculdade e abrir o próprio negócio.  Sonhava. Aos sábados ainda fazia entrega de pizza para complementar a renda. Em seu último, resolveu ir descansar e dormir na casa do pai. Acordou naquele domingo, 27 de outubro de 2013, lavou o carro e sa...

NOVAS CAMANDUCAIAS - Afogados no carnaval

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Um belo rio, um dia de carnaval e 17 garotos atirados às águas 2006, Pernambuco Zineide Maria perdeu o seu filho Zinael Foto:  Alexandre Severo/acervo JC Imagem Os jovens amigos do bairro Afogados não sabiam, mas o carnaval de 2006 em Recife guardava um horror em seu ventre. E ele se revelou abruptamente, quando iam para a folia no Recife Antigo. Duas viaturas da Polícia Militar os interceptaram, por, supostamente, terem sido confundidos com um grupo que realizava furtos na região. Intimidados com revólveres, os 17 jovens foram obrigados a se abarrotarem nos veículos. Deram várias voltas na cidade, que terminaram em sessões de tortura, com espancamento e agressões de cassetetes.  Pararam às margens do Capibaribe, junto à ponte Joaquim Cardozo, e sob a mira das armas, os garotos ouviram a ordem para atravessassem o imenso rio a nado.  Os adolescentes se desesperaram, sobretudo dois deles que não sabiam nadar. Mas os gritos de alerta Diogo não sensibilizaram o sargento Aldê...

NOVAS CAMANDUCAIAS - O caso de Ágatha vai a julgamento

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Seu nome era Ágatha Vitória Sales Felix, gostava de se vestir de Mulher Maravilha e tinha 8 anos. 2019, Rio de Janeiro Foto: Twitter/Reprodução   Quase três anos após a morte de Ágatha, o julgamento do seu caso começou nesta quarta, 8 de fevereiro. O acusado é o policial militar Rodrigo José de Matos Soares, que responde por homicídio doloso. Ágatha e sua mãe voltavam para casa numa Kombi, quando o veículo foi atingido por um disparo da Polícia Militar. A bala de fuzil entrou pelas costas da garota, que chegou a ser socorrida e a passar por uma cirurgia, mas não sobreviveu aos ferimentos.  Supostamente, o verdadeiro alvo era um motoqueiro que passava no local na hora do crime. A polícia militar disse que havia um tiroteio, as testemunhas que não houve confronto algum - os únicos projéteis disparados vieram da arma de um agente do Estado. A versão da troca de tiros também foi negada pela Polícia Civil, em suas apurações para o inquérito.  As investigações também ...