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sexta-feira, 28 de março de 2014

No princípio, um livro com histórias inacreditáveis

Lido em 2006, o livro Infância dos Mortos parecia uma coletânea de histórias inventadas mas contadas de modo cruelmente real. José Louzeiro mescla jornalismo e literatura, realidade e ficção, para narrar os caminhos de Dito e seus amigos das ruas. Imersos num cotidiano de violência e morte, a mais impressionante de suas aventuras, envolvendo quase uma centena de garotos, não podia ser verdade. Mas era. Por sua causa, Louzeiro largou o jornalismo para se tornar escritor. 

Infância dos Mortos virou filme, mas os fatos passados em Camanducaia não participaram dele. Pouquíssimas pesquisas e referências em jornais tocaram o tema nas últimas quatro décadas. Com o tempo, o episódio foi se apagando das memórias pessoais, de imprensa e coletiva.


Uma história à beira do real e da qual ninguém se lembra. Tinha que virar documentário.




Em 2006: Um sebo, um livro, a incredulidade.

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